28.11.05

Sobre a Televisão

Vivemos num país que se comunica pela televisão. O Brasil se conhece e reconhece pela televisão, e praticamente só pela televisão, que reina absoluta no público nacional. Não há outro veículo que a conteste, ou que se equipare a ela. A TV monologa dentro das casas brasileiras, ela dá a primeira e a última palavra e, mais que isso, a primeira e a última imagem sobre todos os assuntos. O pior nesse emaranhado de coisas é que nesse monólogo audiovisual, o telespectador é o último a ser consultado e o primeiro a ser usado, comercialzado ou mesmo ofendido.

Nem mesmo como consumidor de programas de TV o telespectador é respeitado. Ele fica a mercê do que os detentores destes meios queiram veicular, não existe diálogo entre ambos. A censura no Brasil existe sim, só não é feita pelo Estado, e sim pelas emissoras e por seus donos, que sonegam determinados assuntos ao público. Ou seja, de um certo modo, vivemos sob a privatização também da censura.

Embora desempenhe uma função pública, a imprensa opera como empresa privada, com interesses e fins privados. Daí surge a pergunta, onde estão as alternativas de mudança? Como elas seriam possíveis, de que forma se mantêm uma postura contra hegemônica? Como nós - povo, participariamos da outorga das concessões de canais às empresas privadas e também do controle do cumprimento dos termos dessas concessões?
No Brasil essas concessões estão nas mãos de poucos, em sua maioria políticos, que dominam o campo da comunicação nesse país, e nós nos esquecemos disso muitas vezes.

Precisamos pensar num compromisso, um contrato ético que fosse assinado e lido em voz alta, diante de representantes do Congresso Nacional, por todos, os que ganhassem concessões de rádio e televisão. Esse quase juramento teria o efeito de subordinação a emissora ao poder que representa a vontade popular, e seria transmitido pelos canais envolvidos no processo. Caso desobedecesse aos termos desse contrato, o concessionário estaria sujeito às penalidades previstas.

A população deveria participar na decisão sobre a renovação dessas concessões, ainda que em caráter meramente consultivo, dessa forma estaríamos representados e legitimados pela democracia, pelos ideias democráticos. Somos reféns de concessões autoritárias, somos os maiores prejudicados e nunca somos incluídos nesse trâmite, somos marginais nesse sentido...
Precisamos buscar formas de inclusão, nos interarmos para trasnformar é isso...
..............................................

6 Gritos:

Blogger Billie Wonder said...

"Somos reféns de concessões autoritárias, somos os maiores prejudicados e nunca somos incluídos nesse trâmite, somos marginais nesse sentido..."

existe alguma coisa em q nós realmente temos poder?

14:35  
Blogger Billie Wonder said...

isso é só mais uma das coisas q funciona ao melhor "jeito Brasil" de ser =]

14:35  
Blogger Vitor Taveira said...

c o radio eh a mesma coisa
as concessoes sao regidas por questoes meramente politicas!
recebi um texto mto bom falando sobre as questoes do radio
se eu axar eu posto ai...

16:47  
Blogger Vitor Taveira said...

pronto linkei ai no post!
mais um gritador estreando aki no blog!
mto pertinente o tema
ONI pokante!

19:27  
Blogger Sergio Denicoli said...

O império das grandes redes de comunicação está sendo desfeito com o crescimento da Internet, que logo logo vai englobar as demais mídias. Agora seremos reféns de empresas mundiais como Google e Microsoft. Mas pelo menos podemos ser nós mesmos a mídia e, por enquanto, sem censura.

14:16  
Blogger João Tarcísio said...

Até no ambito da internet (uma midia mais livre) percebemos esses monopólios, como comentou o post acima. Porém, o que mais tá escarrado na cara do povo é o fato dos que compõe a camara e o senado serem "donos" da comunicação no Brasil.

20:26  

Postar um comentário

<< Home

FREE hit counter and Internet traffic statistics from freestats.com