14.7.06

A pedido

Por Reinaldo Azevedo (os links fui eu quem os postei):

Este é um daqueles textos que eu pretendo que o leitor, caso ache conveniente, leia e divulgue entre os que compõem a sua rede pessoal. Lula perdeu um mindinho por distração, mas eu aposto os dois, por excesso de atenção, que, neste sábado e neste domingo, Jorge Bornhausen será o saco de pancadas de todo colunista “neutro”, “isento” e “frio” da mídia brasileira. Dirão que exagerou; que ressuscita os velhos fantasmas da ditadura (o maior beneficiário pessoal da ditadura que conheço é Lula, com sua aposentadoria vergonhosa); que está tentando espalhar um clima inquisitorial no país; que está dando a senha para um caça às bruxas; que falou sem ter provas; que está tentando satanizar o partido que ainda tem o apoio de parcela expressiva da sociedade; que, se não sabe distinguir o bom petismo (?) do mau petismo, então iguala ambos pelo pior; que também o seu PFL tem elementos que não são flor que se cheire e que, nem por isso, se diz que todos são bandidos etc etc etc. Os mais ousados falarão até em "golpe". Vale dizer: nem é necessário que o PT se defenda. Seus advogados putativos, demonstrando que se identificam apenas com as estrelas (?), pedirão calma a todo mundo e farão aquelas perorações insossas em favor da civilidade na política. Se der, ainda falam mal das privatizações... Muito bem: qual é o risco? A oposição se intimidar com o colunismo da madrassa e mudar a estratégia, que está dando resultado. E que estratégia mirabolante é esta? Nada de especial. Falar o que pensa e tratar Lula e o PT como adversários. Até agora, Lula, Tarso Genro, José Dirceu, Aloizio Mercadante e Márcio Thomaz Bastos elegeram como alvo principal de ataque na crise da segurança pública o governo de São Paulo — este ou o anterior. O que dizer de um candidato que pede a cabeça do secretário de Segurança quando alvos públicos estão sendo alvejados pelo crime organizado? E o faz sem criticar os bandoleiros. As oposições não têm de dar bola para a minoria barulhenta do colunismo e sim para a maioria silenciosa que quer democracia, paz, ordem, sossego. A patrulha virá. Quem não quer se confundir com o PCC, que se distinga dele. Até agora, o petismo não fez isso. Assim como Lula vive atacando “eles” em seus discursos (as oposições), por que não ataca “eles”, os bandidos? Não, em vez de fazê-lo, vem com a cascata de que foram crianças sofridas. Se leram o blog ontem, é o mesmo que diz Marcola. O PSDB e o PFL nem precisam inventar frases novas para revelar o que o PT pensa sobre segurança. Basta ficar com o que os petistas disseram. Em suma: não e para se intimidar. Sempre que um colunista “isento” escrever, pergunte: “a quem essa análise interessa?’ Obtida a resposta, avalie o teor de isenção do texto. Vale para este blog? Claro que vale. Mas este ousa dizer o que pensa. E tampouco se incomoda que apontem o que pensa.
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