9.9.06

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Assistam, reflitam e comentem.
Abraços!

11 Gritos:

Blogger geração prozac said...

Bom, dá pra tirar muita coisa desse filme, algumas com certeza passaram batidas por mim.

Anyway, comprar "felicidade" já não é tão novidade assim nos dias de hoje. Todos nós compramos.

Sociedade consumista, idem. Incrível como achamos que nossa vida vai melhorar com um sofá novo, um carro do ano, ou um vestido da M. Office. É só isso que as pessoas parecem se importar quando olham para os outros mesmo.

E sim, é facil criticar essa sociedade pensando que estamos fora dela. É fútil ser uma apresentadora TV, loira e linda, reclamando de sua vida amorosa na ilha de Caras? É. Mas cá pra nós, que ilha...

Todo mundo já quis ser patrão. Todo mundo já quis estar na TV. Todo mundo ja quis ter tando dinheiro a ponto de não se preocupar mais em saber se o pão da padaria da esquina subiu cinco centanos.

Mas para conseguir isso, o que estamos dispostos a perder? Se é que temos algo a perder. É relativo.

Finalizando: ADOREI a trilha sonora. Vou tentar baixar no kazaa ou emule.

13:26  
Blogger Vitor Taveira said...

Bom, dá pra observar uma crítica ao fordismo nesse vídeo, a produção em série de uma mercadoria padronizada-no caso a felicidade.
Daí poderia-se interpretar como uma crítica ao modelo de felicidade-padrão que nos é vendido gratuita e imperceptivelmente através da TV e da propaganda, como se existisse um único meio de ser feliz- o do consumismo, da obediência, do conformismo, da família nuclear burguesa.

Também vemos personagem se vê preso ao trabalho mecâmico, do homem agindo feito robô, e lembra dos tempos alegres da infância, quando era menos robô e mais humano. Mais feliz.

Na busca em voltar a esse tempo ele busca o pouco de criança e de humano que ainda existia dentro de si e dali constrói um novo modo de ver as coisas. Enxergar um mundo de ilusão de fantasia, onde tudo de ruim como se fosse a maior maravilha.

Daí me veio um pensamento... Duas analogias extremamente atuais. As drogas, mecanismo de fuga da realidade- como Freud coloca em "Mal estar na civilização". Daí, discoberta a forma de viver feliz e esquecer as tragedias que acontecem ao redor, o personagem resolve expandir isso aos outros e vira um... traficante!

Ou porque não dizer que o personagem encontra a fé em Deus? A busca pela felicidade individual e a lienação nos remete ao contexto de algumas igrejas de hoje, especialmente as novas igrejas evangélicas que se expandem rapidamente de forma avassaladora, especialmente nas periferias das grandes cidades. Descoberta a sua fé, vinda de sua mais pueril interioridade, ele resolve expandi-la
e acaba tranformando isso em grande mercadoria. Será que o personagem poderia ser o Bispo Macedo?

E porque não arriscar uma analogia com o Governo Lula/PT, com o partido que ao chegar no poder perdeu a sua essência, esqueceu-se do tempo em que era "criança"... ou o operário que, aclamado pelo povo e pela mídia, conseguiu chegar ao topo e que agora...Bem, deixa pra lá. Foram só alguns devaneios...

17:54  
Blogger geração prozac said...

Olha, eu interpretei aquelas crianças brincando de uma maneira um pouco diferente.

O que eu tenho reparado muito, com o passar da idade (nem eu acredito que tenho 22 anos...), é que as pessoas tem uma "habito" de "idealizar" a infância que tiveram. Era a epoca em que a nossa unica preocupação era ganhar na queimada e participar de festinhas de aniversário. Eu lembro que enquanto eu brincava de barbie com as minhas amigas, eu fazia planos para o futuro...quando criança eu dizia que queria ter 6 filhos, porque na minha cabeça ter filhos era tão facil quanto cuidar de bonecas.

Aí voce cresce e percebe que não vai poder realizar nem um terço daquilo que imaginou quando criança. Ai fica naquele saudosismo eterno.

Uma infância burguesa, diga-se de passagem. Milhares de crianças vão crescer sem saudades da infancia...e pior, sem expectativa de vida. Até porque, o "pacote da felicidade" não está ao alcance delas. Acho que ate isso hoje é comercial: a infância. A Xuxa é um exemplo mór disso.

Voltando mais para realidade, o vídeo passa a mensagem, pelo menos para mim, de que todos somos nós somos vitimas e carrascos. É um ciclo vicioso. Um dia você está na condição de um simples operario. E daqui há vinte anos você comandará uma nação e fará exatamente aquilo que voce odiava quando era apenas um operário.

No filme, o personagem pareceria se sentir culpado pela pessoa que ele tinha se tornado. Bom, eu nao vejo essa culpa na cara do Lula (referente a sua analogia com o governo petista, Vitor).

19:08  
Blogger geração prozac said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

19:08  
Anonymous pigolha said...

Me lembra aquele filme em q charles chaplin vivia dentro de um mundo de engrenagens..
=]

19:10  
Anonymous Menega said...

As empresas trabalham para produzir coisas q trariam a felicidade!
Mas são coisas estandartizadas, como se a felicidade de todos fosse suprida da mesma maneira!
Até q aquele bichinho q era escravizado na prdução da "felicidade" inventa uma máquina q faz enchergar o mundo colorido...
No início ele encontra resistência pq saiu da padronização de comportamento e pensamento na produção...
Mas depois reconhecem seu invento e passam a estandartizar a sua produção, causado o mesmo ciclo vicioso de antes!!
O q é felicidade para alguns, volta a escravizar outros na produção daquele objeto q traria felicidade (achado ser para todos)!
Talvez o grande problema de todo pensamento ou teoria na área das ciências humanas é tentarem ser universais q nem na área de ciências naturais!
Note q sempre o novo pensamento só vai servir para dar uma nova justificação ao capital quando o pensamento anteriorjá estiver desgastado para dar esse suporte!!Pense nisso...

19:13  
Blogger Vitor Taveira said...

Bem, eu também não vejo o tal arrependimento na cara do Lula, mas talvez de alguns petistas sim.

legal as análises de vocês, eu postei o video exatamente pela possibilidade de interpretações que ele tem.

Alguém aí tem outra interpretação?
=p

19:31  
Anonymous Rodrigo said...

A interpretação que faço é simplesmente aquele assunto já tanto discutido que ninguém tem interesse em mudar o mundo, mas sim estar por cima...
ops, retire o "ninguém" ainda acredito que um dia alguém não vai se deixar corromper pelo poder e vai melhorar as coisas... por isso tenho fé, e espero ansiosamente a volta de Jesus à Terra.
O pobre do bonequinho revolucionário ficou arrependido, mas e aí, ele fez algo pra melhorar a vida dos trabalhadores lá??

Irado o filme...

20:11  
Blogger geração prozac said...

"ninguém tem interesse em mudar o mundo, mas sim estar por cima..."

Isso sim é bem a cara do Lula. Sorry quem votou nele ou vai votar, mas eu nunca consegui levar esse homem a sério. O tempo me deu razão.

22:42  
Blogger Billie Wonder said...

não consigo ver o vídeo =/

02:37  
Blogger leticia goncalves said...

Ótimo vídeo, Vitor. Lembranças da aula do Curtiss...

Acho q o bonequinho é só uma representação bem humana de nós, humanos...

10:35  

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