30.1.07

Ao brasileiro, as pizzas

Crédito: http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/

Justiça italiana: baixar filme não é crime

Numa decisão inédita na Itália, um juiz da Suprema Corte determinou que baixar filmes, música e jogos na internet não é crime se o usuário não obtiver lucro a partir da ação.

Em 2005, a Justiça italiana sentenciou dois homens a um ano de prisão e multa por utilizar o servidor do Instituto Politécnico de Turim para armazenar e distribuir gratuitamente cópias de material baixado na rede em 1999. A sentença já havia sido reduzida a três meses na apelação. Na semana passada, a decisão foi anulada.

A Itália é um dos países da Europa que têm uma das mais rígidas legislações para proteção do copyright, entretanto, a lei é dificilmente colocada em prática, e são raros os casos de prisão. A associação de músicos profissionais italianos minimizou a sentença da Suprema Corte, argumentando que os réus haviam sido condenados numa lei anterior, mais branda. De todo modo, foi criada a jurisprudência.

Como aqui no Brasil esse tipo de download sem fins lucrativos continua sendo crime, alguns amigos deste blog já estão procurando apartamento para alugar em Roma.

27.1.07

Especial Grito de Verão: Utilidade pública

25.1.07

Livro conta histórias de resistência à ditadura pouco conhecidas no Brasil


O livro “Vozes da Democracia: Histórias da Comunicação na redemocratização do Brasil” será lançado em Vitória no dia 06 de fevereiro. A coletânea reúne textos de 32 repórteres. Eles relatam a história de veículos de comunicação que surgiram no Brasil em oposição ao Regime Militar.

A publicação do Coletivo Intervozes, que foi lançada em São Paulo (SP), Brasília (DF) e São Luís (MA), chega agora ao Espírito Santo e em suas páginas traz também a história do antigo jornal capixaba “Posição”. O lançamento vai contar com a presença do jornalista Robson Moreira, que atuou no periódico.

O “Vozes da Democracia” é licenciado pelo Creative Commons e pode ser baixado na íntegra no site do intervozes.

Serviço: “Vozes da Democracia: Histórias da Comunicação na redemocratização do Brasil”

Lançamento:Terça-feira, 6 de fevereiro, às 19h30, no Armazém 5 do Porto de Vitória.

10.1.07

Especial Grito de Verão apresenta-lhes entrevista(s) de Alexandre Soares Silva

Seguem alguns trechos de entrevista concedida pelo escritor e blogueiro ao blog Protosophos:

"Protosophos: Você declarou voto em Geraldo Alckmin. Ele era realmente um bom candidato ou foi a opção pelo menos pior? Qual é a sua visão sobre o quadro político ideal no Brasil?

Alexandre: Era o menos pior, claro. Queria evitar Lula, mas não tenho simpatia nenhuma nem por Alckmin nem pelo PSDB. Acho estranho quem gosta de político, quem se empolga com partido. Não sou libertário nem sou muito fanático pelo Estado Mínimo, mas é claro que o Estado brasileiro tem que ser bastante reduzido. Isso é óbvio e, dizendo assim, quase todo mundo concorda. É difícil encontrar uma pessoa hoje em dia que defenda, com essas palavras, um Estado Grande. Oh, não, antes um Estado Eficiente — um Estado Forte!, dizem como pequenos Conselheiros Acácios. Mas Estado Grande quase ninguém defende, na teoria. Todo mundo diz que o Estado brasileiro é grande demais, mas na prática acham que o Estado tem que assumir esta ou aquela boa causa e o resultado é o tamanho gigantesco dele, e o roubo e a incompetência grotesca. Sou a favor de quem privatizar (o que nem era o caso de Alckmin, como ele fez questão de dizer, horrorizado).

Protosophos: O que você pensa sobre leis de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet?
Alexandre: O Estado tem notório mau-gosto, não tem? Não acho que as empresas sejam muito melhores. Acho que nenhum filme devia ser financiado pelo Estado, porque o mundo vive bem sem filmes brasileiros. Pior ainda com relação a livros, instalações, festival disso e daquilo. Não queria que nenhum centavo fosse gasto com isso e que empresa alguma recebesse incentivo pra financiar essas coisas. Mas entendo investimentos em orquestras e balés. Só isso. Orquestra e balé, e pára por aí.

Protosophos: Escritores definem destinos; pelo menos de seus personagens. Você acredita em algum "script" que nos guia?
Alexandre: Acredito que as pessoas tenham tendências gerais, uma propensão para isso ou para aquilo, mas nada que vá contra o livre-arbítrio."

Clique aqui para conferi-la na íntegra
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Extras:

*Entrevista dele à Folha de São Paulo

Trecho:

"Folha - O escritor Marçal Aquino disse ontem, em debate no Sesc Anchieta, de São Paulo, que 'todos os escritores hoje são de esquerda'. Comente.

Silva -
Mas claro, os escritores são de esquerda como os pintores usam boina e os psiquiatras cavanhaque, porque lhes disseram que é assim mesmo. Temo que alguns escritores bebam pelo mesmo motivo.

Ser de esquerda é uma coisa que aflige as pessoas que estão começando, apenas começando, a vida da mente (alguns conseguem pular esse degrau --sorte deles, eu não consegui; era vagamente pró-Chomsky uns anos atrás). Como os escritores de países como Gana ou Brasil estão, coletivamente, apenas começando a vida da mente e nunca avançando muito nela, são todos de esquerda mesmo. Começam a escrever, vixe, ficam logos obcecados com a vida nas favelas. É uma coisa."

*Conheça o blog do Alexandre Soares Silva. Recomendado por este doentio náufrago que vos escreve

8.1.07

Jamie Cullum canta "High and Dry", música do Radiohead

5.1.07

Mal Secreto


Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

Raimundo Correia

3.1.07

E o rock britânico foi a Havana...



Buena Vista Social Club e Coldplay executam a música "Clocks".

Ao sonho ainda distante de uma Cuba liberta de ditaduras.

Enjoy muchachos!
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