31.10.06

Seminário Discute Cultura e Relações de Gênero


O Fórum de Mulheres do ES realiza o Seminário “Cultura e Relações de Gênero”, nos dias 03 e 04 de novembro no auditório do Centro Integrado de Cidadania, em Maruípe. O evento vai contar com a filósofa e teóloga Ivone Gebara.

Numa perspectiva de reflexões sobre o movimento feminista no século XX e sua inserção no século XXI, o seminário pretende trazer à luz questões acerca da pluralidade cultural em que vivemos e da categoria de gênero como instrumento de análise das relações.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelos telefones 3223 – 7871 e 3222 – 5276 ou no CECOPES, Rua Sete de Setembro, 289, próximo à sede do Governo do Estado, ou ainda pelo e-mail forumdemulheres@yahoo.com.br.

Confira a Programação:

Dia 3 de novembro
18h – credenciamento
18h30 – abertura
19h – 1º Painel
Debate
21h30 – encerramento

Dia 4 de novembro
8h30 – 2º painel
10h30 – Debate
12h – almoço
14h – 3º painel
16h – Debate
18h – encerramento

25.10.06

O dia em que o Brasil foi invadido

22.10.06

Lula não é mais o sonho, é o possível. O parto matou a mãe querida e salvou o filho bastardo. As lágrimas do velório foram muito mais intensas que as do nascimento indesejado. Das tripas da esperança fez-se a realidade. A desilusão vomitada virou banquete aos porcos famintos pela imoralidade. Sonhos órfãos voam desesperadamente atrás de algum coração destraído. O mercado, eufórico, anuncia novas ilusões à venda por baixas prestações e prazos à perder de vista.

20.10.06

Manifestantes sem internet se revoltam por não poderem participar de seminário

"19/10/06, 16:32: Manifestantes destroem lixeira e atiram restos de comida na porta da sede do FOCO! A Real polícia montada Canadense foi alertada, mas só deve chegar depois de amanhã, já que embarcar os cavalos demora um pouco. Os revoltados passantes alegam que não têm acesso à internet e mesmo assim gostariam de participar do FOCO, mas como as inscrições são somente pelo site, eles estão de braços e pernas atados. "As redes estão cada dia mais virtuais hoje, prova disso é não poder participar de um evento porque não tenho internet!" choraminga Dhiego Ferdanzoni, suposto líder do movimento."

É claro que essa informção não é verdadeira, trata-se apenas de um viral usado para a divulgação do 4º Fórum de Comunicação da Ufes (Foco) que terá como tema esse ano "Redes Virtuais e a Constituição Política do Presente". O evento traz palestrantes de peso como Ronaldo Lemos, criador da Overmundo um dos responsáveis pelo Creative Commons no Brasil, Bruno Ayres, coordenador do Portal do Voluntário e criador do Wikia Brasil e Wagner Martins, o Mr. Manson do blog Cocadaboa.

Segundo informações do próprio site:
"19/10/06, 22:21: As inscrições para o FOCO estão acabando como acaba mariola na feira! Não fique aí parado lendo coisas sem importância, olhando seu e-mail ou jogando joguinhos de sinuca, vá logo se inscrever, porque só restam 11 vagas EM PÉ, APENAS ONZE ! Assentos esgotados."

Pode ser um blefe da organização, mas nunca se sabe. Por via das dúvidas faça sua inscrição urgentemente no site www.foco2006.com
Confira a programação no endereço acima ou no post abaixo.

Programação do 4º Fórum de Comunicação da Ufes (FOCO)


Na sexta-feira à tarde ocorrerrá, paralelamente ao evento, o 1º Encontro Capixaba de Blogueiros (mais informações em breve)

Obs: Clique na foto para ampliá-la

Resenha do debate “O Caso Aracruz: A Criminalização dos Movimentos Sociais pela Mídia”

Atendendo a pedidos (na verdade a um pedido só), disponibilizo uma síntese do que rolou nesse debate.
Clique aqui para ler

17.10.06

Lula agradece aos "orkuteiros"

O presidente Lula agradece em vídeo aos "companheiros do Orkut", que manifestaram-se nas comunidades pró-Lula.



Agora é Lula! Lula de novo com a força do povo! E do Orkut também...

¹³

Achado no blog do Malini

O Caso Aracruz: A Criminalização dos Movimentos Sociais pela Mídia

No último mês, pudemos perceber que a empresa Aracruz Celulose intensificou uma grande campanha midiática contra os indígenas. Além da veiculação de informações por conta própria, via campanha publicitária, os meios de comunicação também foram espaços de grande difusão de conteúdo, claramente a favor da empresa. Tendo em vista esse contexto, é que iremos debater o tema.


Palestrantes:

Aton Fon Filho: Rede de Advogados Populares. Sindicato dos Advogados de SP. Advogado do caso das mulheres da Via Campesina no Rio Grande do Sul. Conselho político do jornal Brasil de Fato.

Marcelo Calazans: Rede Alerta Contra o Deserto Verde/ FASE - ES

Danilo Bicalho: Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)/ Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE - UFES)

Local: Auditório do IC IV
Horário: 9 horas
Data: 18/10, quarta-feira.


Semana pela Democratização da Comunicação

15.10.06

Programação da IV Semana pela Democratização da Comunicação


16 a 19/10: Oficina de Contra-propaganda. Prédio de laboratórios da Comunicação no CCJE (14 às 18h)

18/10: Debate “O caso Aracruz: a criminalização dos movimentos sociais pela mídia”

- Aton Son Filho- Diretor do sindicato dos advogados de São Paulo e da Rede Nacional de advogados populares.

- Marcelo Calanzans – FASE/Rede Alerta Contra o Deserto Verde

- Danilo Bicalho (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social/ DCE-UFES)

(9h, Auditório do IC IV)

19/10: Fórum para constituição de uma Rede de Comunicação e Articulação Popular

9h, sede da Adufes

20/10: Mostra de vídeos alternativos, Cemuni V, 19:30h
Festa! Festa! Festa!


A Semana pela Democratização da Comunicação é uma iniciativa da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, Centro Acadêmico de Comunicação Social da Ufes e DCE-UFES.

Este ano, está sendo organizada por:
- MST
- MPA
- Casa da Mulher
- Rede Alerta Contra o Deserto Verde
- CA's da Ufes
- Brigada Indígena
- Sindicato dos Jornalistas
- Intervozes
- Sintufes
- CMI
- Movimento de Direitos Humanos

e todos aquelas e aqueles que acreditam na comunicação popular e alternativa.

10.10.06

Estudantes roubam a cena na abertura da Feira do Verde

A imprensa capixaba não deu, mas os estudantes roubarama a cena ontem na abertura da Feira do Verde. Em ato promovido pela Brigada Indígena, grupo de estudantes da Ufes que defende a demarcação dos 11 mil hectares de terra de ocupação histórica dos índios tomados pela Aracruz Celulose. A empresa, uma das maiores destruidoras do meio-ambiente no Espírito Santo, é uma das principais patrocinadoras (juntamente com outras grandes poluidoras como a CST Arcelor, Samarco, CVRD) da XVII Feira do Verde, que tem como tema Educação Ambiental. O evento se realiza na semana do dia das crianças.

Ironizando a propaganda da Feira, em que pessoas aparecem com um peruca em forma de mata atlântica, os estudantes vestiram-se de eucalipto, todos idênticos. Outra ironia foi parodiar músicas infantis e distribuir uma história em quadrinhos que relatava a destruição e desrespeito da Aracruz com a natureza e os povos nativos como forma de disputar a simpatia das crianças com os stand milionário da empresa. Veja cenas da manifestação no vídeo abaixo:



"A Aracruz diz que tem-tem-tem
Compromisso-so social-al-al
É mentira-ra da Aracruz-cruz-cruz
Ela trata, ela trata o índio mal"

"Mata atlântica, mata atlântica
Onde está? Onde está?
Têm eucaliptos, têm eucaliptos
Em seu lugar, em seu lugar"

Não sois eucaliptos!

Os blogs A Ponte Clandestina e Impressão On-Line produziram em parceira um vídeo chamado "Feira ou Farsa?" repercutindo os efeitos do ato com pessoas presentes na feira, manifestantes e autoridades.



A criação da mata nativa

"Não desejamos ser como uma monocultura de eucaliptos, homogênenos, previsíveis e disciplinadamente organizados, mas sim uma exuberante mata nativa, grandiosamente heterogênea, capaz de se revelar diferente a cada momento e subversiva, em sua expressão aparentemente estática, porém fortemente explosiva na geração e resistência para todos os tipos, formas e alternativas de vida"

Brigada Indígena

Seu Manoelzinho: doutor em sabedoria popular

"Eu sempre gostei de “firmes” (filmes), maisi nunca tive dinheiro pra assistir, um dia, fui no homi dono da sala de vídeo e pedi pra trabáiar pra ele, em troca eu ganhava o ingresso. Então eu carregava os “paper”(papéis) das propaganas do firme. Um dia enquanto eu travessava a cidade com os paper, o povo ria de eu, quando eu colava os paper nas paredes,aí que caçoava de eu. Então pedí a um menino pra ler pra eu, o nome do filme, então o menino disse: o nome do filme é PISTOLA DO MAL.... daí que entendi porque o povo me oiava com aqueles zóios arregalados, é porque eles não sabia que pistola era o mesmo que revolvi (revólver)... e pistola pra nóis era outra coisa”..(gargalhadas)
Dispois eu tinha sempre umas idéias fixas na minha cabeça e resolvi contar para os amigos e depois filmar eles.aí virou firmes (filmes)."

Poderia um analfabeto ser diretor e produtor de 25 filmes?
Noélia Miranda fala em seu blog sobre Seu Manoelzinho, cineasta de Mantenópolis.

7.10.06

Feira do Verde

Segunda-feira começa a feira. Feira do Verde. A feira é uma farsa. A farsa. Farsa do Verde. Não que não seja bonito ver todas aquelas crianças a brincar, se divertir, aprender a respeitar a mãe natureza e esticar os bracinhos como se pudessem abraçar o mundo. Não que aqueles olhinhos brilhantes de alegria e curiosidade não façam qualquer coração mais vivido e desacreditado hesitar- nem que seja por poucos segundos- e acreditar que um dia tudo possa ser melhor e que toda selvageria será sutilmente implodida pelo sopro de ternura das crianças, multiplicando-se sorrisos sinceros, olhares afetivos, algo transcedental e inimaginável, de uma intensidade que nunca ousamos sentir.

Mas é que não sei se é isso que os principais investidores-educadores de da feira querem. Se todo o dinheiro gasto nos maiores stands, nos mais coloridos panfletos, na magia que encanta as crianças, é sincero e coerente ou apenas deslavadamente hipócrita e lucrativo. Faria sentido os maiores poluidores serem os principais educadores ambientais? Nossas crianças serão livres ou apenas jovens iludidos, tolhidos dos sonhos que apesar de toda dificuldade ainda nos foram permitidos? Restará a eles o conformismo de não poder fazer nada e a espera pelas benesses da responsabilidade social?

Vejo a política se esvaindo. Esfarelada, escapando por entre os longos dedos dos interesses obscuros, derrubada pela truculência de ombros largos vestidos em ternos pretos, esmagada pelo peso dos milhões de interesses. E aí quando novos olhos brilharem pode ser que não haja mais chance. Tanto se disse que tudo isso era inexorável que talvez um dia os corações vibrantes nada poderão diante de mãos e pés atados, pregados. Humanidade crucificada, presa, escravizada.

Sempre que o desânimo vem me abater procuro o sorriso. Infantil, fácil, sincero, ingênuo, sem pedir nada em troca. Mas devolvo, fazendo a corrente. Seguindo em frente. Iê-hê seguindo em frente...

4.10.06

Cacareco agora é Excelência

Cacareco, um pacato rinoceronte, virou candidato de um bairro paulista que cresceu demais: Osasco. A história de uma autonomia (negada) e as 100.000 células para vereador.
Dos 540 candidatos que “ofereceram suas vidas em holocausto ao bem-estar público” concorrendo às 45 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo, somente um - Cacareco - conseguiu empolgar, de maneira espetacularmente inédita o eleitorado paulistano. Sem prometer nada (êle não pode prometer: não sabe nem falar), sem partido político definido - sua legenda poderia ser objeto de confusões: PC (Partido Cacareco)
(...) com sua candidatura lançada somente alguns dias antes do pleito, sua eleição está garantida. A soma de seus votos é um recorde nas eleições municipais de São Paulo, pois Cacareco, sozinho, totaliza muito mais do que a legenda mais poderosa.
(...) Com isso, Cacareco virou “excelência”. Pode ser que êle não chegue a tomar posse, mas se transformou no vereador que mais come (sem aspas) no mundo. E quando Cacareco voltar do “exílio”, o PC (Partido do Cacareco, repetimos) “terá reservada para êle não uma simples vereança, mas uma cadeira de deputado”.

Texto: NEIL FERREIRA Foto: GEORGE TOROK

Revista O Cruzeiro – 24 de outubro de 1959

Leia os arquivos da revista no endereço www.memoriaviva.com.br .

2.10.06

Documentário "O SOL" relembra o prelúdio da imprensa alternativa


O documentário O SOL – Caminhando contra o vento, que conta a história do Jornal O SOL, precursor da imprensa alternativa nos tempos do Regime Militar (ou do período discricionário, se preferir) está em cartaz no Metropolis.

Uma hora e meia de depoimentos, fotos e músicas que retratam, por meio da memória dos que participaram direta ou indiretamente do jornal, o conteúdo das páginas, a motivação da publicação e o contexto da época.

Aparentemente despretensioso em termos cinematográficos, as diretoras Tetê Moraes e Martha Alencar, que também foram jornalistas do Sol, fizeram do filme uma conversa entre amigos. E entre nem tão amigos assim. Caetano Velloso, o mesmo dos versos “o sol nas bancas de revista...” fica até meio sem jeito em confessar que não compôs Alegria, Alegria pensando no Sol, mas o fato é que a música foi abraçada pelos jornalistas do periódico da geração de 68, e está oficialmente ligada ao filme.

Com participação afetiva de Caetano Velloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Betty Faria, Hugo Cavacca e mais um monte de gente que, querendo ou não, acabou no meio da história, O SOL retrata uma época em que o jornalismo ia mudar o mundo para a época em que o sonho acabou, “mas quem disse que isso é ruim?”.
(foto: Tetê Moraes e Martha Alencar por Cristina Granado)
FREE hit counter and Internet traffic statistics from freestats.com