17.5.07

Sucesso é tudo, felicidade não é nada

“Como ser feliz de A a Z”. Livros do gênero abarrotam as livrarias. Mas só por um tempo, porque são vendidos. Passos para alcançar a felicidade há diversos entre as páginas dessas publicações que, a despeito de ajudarem o leitor, certamente ajudam o autor.

É comum que os livros de auto-ajuda associem sucesso a felicidade. Cada passo conduz ou a um ou a outro, de forma que eles se complementam. No meio desses “dicionários” que por vezes inovam na linguagem, mas não na mensagem, um livro chama a atenção.

O especialista em Marketing Pessoal Silvio Celestino em “Conversa de Elevador” diz que as pessoas não precisam estar sempre felizes para conseguir o que almejam. Não é um “insight” muito glorioso, mas como já citado, ao menos destoa dos outros livros de auto-ajuda.

A filosofia do livro transparece em uma frase: "Sucesso não traz felicidade. Mas, permite a você chorar em Roma, Paris, Milão, Nova York...”.

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22.4.07

Dia do Livro

Em 1455, quando Gutemberg inventou a imprensa, os tipos, que permitiriam a reprodução da escrita com mais agilidade e em maior quantidade, talvez não imaginasse o quão longe as palavras impressas poderiam chegar, e que até mesmo poderiam dispensar a impressão.

Mas a utilização do método de Gutemberg ajudou a popularizar as informações em uma escala bem maior do que o século XV propiciava. O livro tornou-se então um objeto comum às cabeceiras das camas. Talvez os criados-mudos tenham sido inventados só para dar suporte aos livros, por isso tinham que ficar em silêncio, como em uma pequena biblioteca.

Já que os criados-mudos não poderão parabenizar os livros em seu aniversário, cá está o Grito Sufocado. 23 de abril é o Dia do Livro e dos Direitos do Autor, a data foi criada em 1996 pela Unesco, no mesmo século que deu uma nova dimensão à escrita à polêmica envolvendo os direitos autorais, com a popularização da Internet, os livros baixados e lidos no PC. No entanto, os companheiros dos criados-mudos ainda estão aí, sobrevivendo aos Zeros e Uns.

Talvez seja só uma questão de ajustar os conceitos aos novos tempos. Certamente que em breve um livro não será apenas um volume transportável, composto por, pelo menos, 49 páginas, sem contar as capas, encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, como diz a Unesco.

Parabéns a todos os escritores, em livros, blogs, ou papéis de pão!
(imagem: Wikipedia; Página da biblia de Gutemberg)

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